Tuesday, June 12, 2007

Porto tenha piedade...


O leitor Jorge pediu e aqui está...


Há factos que se revelam esmagadores. E estes que aqui vou escrever revelam uma apetência natural do FCPorto para humilhar um Clube que vive unicamente do seu passado...


Vejamos:


FUTEBOL


FCPorto vence o campeonato e o slb terminou em 3º. O Porto venceu por 3-2 ao slb no Dragão. Duas marretadas no Vieira.


ANDEBOL


FCPorto termina em 3º e Benfica em 4º no campeonato numa eliminatória disputada entre os 2. Relativamente aos jogos o Porto ganhou-lhes 3. Na taça de Portugal o Porto foi vencedor ganhando na final ao slb por 19-18. Cinco marretadas no Vieira.


BASQUETEBOL


FCPorto foi 2º enquanto o Benfica foi 3º no campeonato, tendo ambos se encontrado nas meias finais levando a melhor o FCPorto por 3-2. Nos jogos entre ambos o Porto ganhou-lhes 4. Cinco marretadas no Vieira.


HÓQUEI


FCPorto foi campeão derrotando na final o slb por 3-0. Em jogos o Porto ganhou-lhes 3. Quatro marretadas no Vieira.


FUTEBOL JOVEM:


FCPorto campeão de juniores. Ganhou no jogo decisivo ao slb por 1-0. Em iniciados (onde ainda pode ser campeão) o Porto ganhou na luz 3-2 e no Olival por 6-0. Quatro marretadas no Vieira.


HÓQUEI JOVEM


FCPorto campeão de juvenis derrotando no jogo decisivo o slb por 4-1. Duas marretadas no Vieira. Em iniciados ainda se vão encontrar...


22 marretadas na cabeça de um pobre homem, digamos que não é propriamente brincadeira de São João. O homem está, claramente, afectado. Por isso eu já o desculpo pelo facto de em todas as suas intervenções se mostrar obcecado pelo apito dourado. O homem não vislumbra qualquer hipótese de ganhar ao FCP seja no que for... Ora desiste das modalidades, ora pede apitos dourados em todas elas...Só afastando o FCP das competições ele terá hipótese de sorrir... Mas convenhamos que o FCP também não tem piedade nenhuma. Tanta humilhação numa só época é demasiado... Não havia necessidade...

6 comments:

Anonymous said...

É verdade, o Vieira está este ano com um melão do tamanho do Rui Moreira.

zé da póvoa said...

Caro Lucho,
Não esqueças o seguinte: o Orelhas também mandou umas sérias marretadas ... nos principais accionistas do "benfica sad". Em menos de 8 dias os seus investimentos depreciaram-se mais de 50%. E ele veio prometer "mais-valia" para os accionistas! Vilarinho, Joaquim Oliveira e o Fisco já perderam mais de 1 milhão de euros cada um. E a baixa vai continuar!

Anonymous said...

MIGUEL SOUSA TAVARES:
BENFICA CAMPEÃO DOS JOGOS FLORAIS



Sabendo-se como em Portugal, todos os cineastas são bissextos, eu fico contente por saber que o João Botelho conseguiu encontrar uma ideia genial para um filme. É mesmo um filão a explorar no futuro, quem sabe, com um novo filme, de título «Prisão», versando as aventuras de Vale e Azevedo e os seus apoiantes de então...




Nenhum benfiquista pode dizer que o seu presidente não é absolutamente infatigável a tentar manter em alta a chama dos benfiquistas espalhados pelo país inteiro e pelas comunidades emigrantes. Já Vale e Azevedo tinha descoberto essa regra elementar: um clube com a dimensão do Benfica não pode passar tanto tempo sem ganhar títulos, nas várias modalidades e, em especial, no futebol. Pelo que, à falta de títulos conquistados em campo, é preciso conquistar, fora do campo, o título de campeão dos jogos florais e isso consegue-se através de duas medidas: estar sempre a arranjar oportunidades para falar e gritar eternamente que, se o Benfica não ganha, é porque os outros fazem batota. Fazem batota em tudo: no hóquei, no básquete, no vólei, no andebol, no atletismo. E, no futebol, não se limitam a fazê-la nos seniores, mas também em todos os outros escalões etários.

Esta semana tivemos mais um bom exemplo desta máxima. Enquanto o presidente do Benfica, de visita a Barcelos, se saía com mais uma repetição daquele disco rachado da «transparência» e «verdade desportiva», em que, segundo ele, o Benfica é campeão nacional absoluto e crónico, lá, de dentro dos campos de futebol, vinham mais uns dolorosos factos: o título de juniores foi à vida, perdido para o FC Porto e, rezam as crónicas, que com toda a justiça; o de juvenis ficou seriamente comprometido com um empate caseiro com o Sporting; e o de iniciados desvaneceu-se numa humilhante derrota por 0-6, também contra o FC Porto. Como não há-de o homem deixar de tocar o seu disco rachado pelo país inteiro, para confortar e sossegar os mais crédulos benfiquistas?

Disse Vieira em Barcelos que, se tivesse ficado calado, o Benfica teria sido campeão (como, porquê, em que jogo?). Mas disse-o por dizer. Ele sabe que a inversa é que é verdadeira: se tivesse sido campeão é que tinha ficado calado. Se tivesse percebido, ao longo da época, que o Benfica tinha superioridade suficiente sobre os rivais para poder ser campeão, não tinha andado a vender a lenda do Apito Dourado pelas chafaricas do Portugal profundo. Não se lembram de o ter ouvido dizer que a arbitragem tinha melhorado, quando o Benfica foi campeão em 2005?




João Botelho e Cª fartaram-se de esperar que a justiça funcione. Tão ou mais impacientes que o próprio presidente do Benfica, eles estão cansados de esperar que a Dr.ª Maria José Morgado consiga provar que o campeão europeu de 2004 precisou de corromper o árbitro para vencer no Dragão um Estrela da Amadora já condenado à descida. Ou que o Ministério Público consiga pôr de pé uma acusação fundada na credibilidade testemunhal da D.ª Carolina Salgado e que não seja sumariamente desfeita em tribunal. Ou que o CD da Liga invente poderes instrutórios próprios e capacidade de investigação criminal adquirida ad hoc para lhes servir numa bandeja a tão esperada vingança de anos a fio de humilhação desportiva de todos os benfiquistas. A vingança tarda e não há como a arte ao serviço da verdade e do povo.

Assim, o João Botelho teve a genial ideia de se substituir à justiça, levando ele o Apito Dourado para o cinema. O título anunciado — Corrupção — diz tudo sobre as preocupações de justiça e verdade de tão cívica empreitada. Antes mesmo de qualquer acusação, de qualquer hipótese de defesa pública, ele já tratou do julgamento e da sentença.

Sabendo-se como em Portugal, todos os cineastas são bissextos, eu fico contente por saber que o João Botelho conseguiu encontrar uma ideia genial para um filme. É mesmo um filão a explorar no futuro, quem sabe, com um novo filme, de título Prisão, versando as aventuras de Vale e Azevedo e os seus apoiantes de então…Por outro lado, também fico contente por saber que este será um dos raros filmes portugueses que não precisa (e certamente não irá ter…) subsídio dos contribuintes.

É que, com seis milhões de benfiquistas, e alguns verdadeiramente militantes como o Barbas — capaz de assistir, de lágrima no olho, a sessões contínuas — está garantido o êxito.




Faço sempre um esforço consciente para distinguir, quando critico alguém, os aspectos públicos dos privados. Isto é, não faço críticas de carácter pessoal, mas apenas à actividade pública, profissional, dos visados — o que é completamente legítimo. Por exemplo: Ricardo, o guarda-redes do Sporting e da Selecção. Critiquei-o algumas vezes no passado, como guarda-redes e nada mais, e, por isso, consigo reconhecer, com toda a normalidade, que ele foi o melhor guarda-redes do campeonato, este ano. A experiência diz-me que isto não é compreendido pela generalidade das pessoas que andam no futebol, e, em particular, pelos jogadores. Estão habituados a só ouvir elogios ou silêncios, quando mereciam críticas. Alguns acham que têm o mundo aos pés e que estão acima do direito de crítica — mesmo alguns que viveram ou jogaram no estrangeiro e que sabem que lá a crítica não é tão branda nem tão hipócrita como aqui. Paciência, só resta esperar que aprendam que não são mais do que os escritores, os pintores, os músicos, os arquitectos, os políticos, qualquer um que desempenhe uma profissão ou uma função pública.

Vem isto a propósito da morte de Adriano Pinto, que anos, décadas a fio, foi presidente da Associação de Futebol do Porto. Li diversos obituários e opiniões sobre ele, mas em nenhum deles, alguém, nem sequer os seus inimigos de sempre, se atreveram a criticá-lo. É um hábito bem português: quando morremos, todos passamos a ser santos. Ora, eu não conheci o homem, que me merece o respeito devido a todos, mas conheci, de fora, o dirigente. É evidente para mim e para todos os que olham o futebol de fora, sem jamais aspirar a nada do que continuar a ser espectador, que Adriano Pinto representou um tipo de dirigente desportivo que nada trouxe, antes pelo contrário, ao crédito e prestígio que todos reclamam para a indústria do futebol. Que ninguém tenha sido capaz de o dizer, preto no branco, demonstra até que ponto essa indústria continua a ser um mundo fechado, de cumplicidades, conivências e solidariedades obscuras, em que os gritos de «moralização» ou «transparência» não passam de tiros de pólvora seca de quem episodicamente está a perder e quer voltar a ganhar. Soube agora que o Presidente Jorge Sampaio o condecorou com uma qualquer medalha de mérito, em 2005. Foi um dos 30.350 (!) comendadores que os nossos Presidentes da República resolveram distinguir nos trinta anos de democracia que levamos. E, se assim foi, devo ser eu que estou errado.

Zé Luís said...

Lucho, é sempre a dar-lhes e a mão nunca se cansa.

Jorge Aragão said...

Lucho, obrigado por teres acedido ao meu repto, está um post maravilha.
E até rebolei a rir quando li que o orelhas se tinha queixado de não ter sido recebido pelo Presidente da Câmara de Barcelos.
Que mais lhe irá acontecer...
Já agora, referi o teu Blog com link no num post que fiz no meu sobre este tema, um resumo do que tu aqui colocaste, por isso costumo assinar como Jorge e hoje assino com o meu registo de Bloger ( Jorge Aragão ).Se quiseres, comenta.
Mais uma vez, obrigado.

condor said...

Ah!!!Agora entendo porque é que o homem não diz coisa com coisa,pois com tanta marretada!Até eu!!!